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12/01/2018

Professora da FESB desenvolve ferramenta pioneira no Brasil que auxiliará nos estudos da relação autoimagem e distúrbios alimentares

Será que a gente realmente repara no que vemos quando olhamos no espelho? Você, realmente, é o que você vê? Ou o que gostaria de ser? Ou pior, não é nada do que gostaria de ser?  As perguntas podem até parecerem brincadeira e remeterem ao mundo virtual, mas não são. A autoimagem é algo importante e se distorcida podem comprometer a saúde física e psicológica das pessoas.

Para facilitar esta compreensão e garantir ferramenta mais prática e ágil para os estudos que visam a avaliação dos comportamentos de riscos para os transtornos alimentares, a profa. dra. do curso de Nutrição da FESB, Simone Cardoso Freire, em conjunto com o médico Mauro Fisberg, adaptou a escala de silhuetas brasileiras, que até então só estava disponível em cartão papel, para o uso digital.

A iniciativa é pioneira no país e, recentemente, foi publicada no Jornal Brasileiro de Psiquiatria. “Podemos utilizar as escalas de silhuetas brasileiras digitalizadas como forma de avaliação da percepção e insatisfação corporal em jovens brasileiros, permitindo avaliar a imagem corporal”, explicou Simone Freire. Segundo ela, a reprodutibilidade da escala digital contribui de forma efetiva na construção de questionários “on line” para a avaliação dos comportamentos de riscos para os transtornos alimentares.  “A ideia é usar cada vez menos papel para pesquisas, além de realizá-las de maneira mais prática. A professora ainda ressaltou que a escala no formato digital possibilita aumentar o universo de pesquisados e ainda pode ser utilizada em consultórios.

A ferramenta já foi utilizada por Simone Freire, em pesquisa que aplicou junto a 88 jovens e, agora, a intenção dela, é repetir o mesmo questionário com os estudantes da FESB. “Hoje a gente percebe que a população vem tendo uma insatisfação e também uma distorção em relação a autoimagem. Reflexo das mídias digitais”, avaliou. “O que pode potencializar estas pessoas que não estão satisfeitas com o próprio corpo, para uma insatisfação direcionada para um comportamento ruim em relação a prática de atividade física e alimentação”, concluiu a professora.

Acesse a publicação:

http://www.scielo.br/pdf/jbpsiq/v66n4/0047-2085-jbpsiq-66-4-0211.pdf

 

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